Como ser solteira (How To Be Single, 2016) | Um Manual de Autoconhecimento | Blog #tas

Como ser solteira ( How To Be Single, 2016) | Um Manual de Autoconhecimento | Blog #tas capa


Precisamos falar sobre o filme Como Ser Solteira. Descubra agora o que ele tem a dizer, e por que ele precisa estar na sua lista de filmes icônicos.


Nunca julgue um livro pela capa. Uma frase antiga, porém cheia de sabedoria. Confesso que julguei o filme pelo seu título, mas me surpreendi. Achei que encontraria mais um filme de comédia romântica que abordaria a solterisse de forma bem humorada. Porém esta imagem foi desconstruída quando me deparei com esta frase inicial:

Esta história não é sobre relacionamentos, é sobre o que acontece entre eles. Quando talvez a gente pode viver de verdade.

E foi assim que Como Ser Solteira (How to Be Single, 2016) me ganhou. Conforme as camadas de seus personagens eram descobertas, mais aumentava minha satisfação. Serei ousado em dizer que este filme não é apenas direcionado às pessoas solteiras, e sim a todos aqueles que estão na jornada do autoconhecimento. Sendo assim, não será difícil você se identificar com os conflitos, dramas, dúvidas e filosofias de vida de seus personagens. E se você assistiu e conseguiu se conectar com eles, isso já é bom - sinal que o filme conseguiu cumprir com seu papel. Se você ainda não assistiu, então vem comigo e descubra por que Como Ser Solteira, precisa estar na sua lista de filmes Icônicos.



Ficou na curiosidade? Então chegue mais, que nossa análise vai começar. #PartiuReview.

#A História

Tudo começa quando Alice (Dakota Johnson) vê a necessidade de ficar sozinha e saber como é a vida de solteira. Como ela mesmo diz, ela viveu uma sequência de dependências: morando com os pais e em seguida morando com o namorado, Josh (Nicholas Brasun). O rapaz não vê com bons olhos esta decisão, mas no fundo ele sabe que Alice está certa e que ambos estão acomodados no relacionamento. E tudo nada mais é que a necessidade dela saber o que realmente quer? E aprender a pesar suas escolhas, ao invés de aceitá-las passivamente – o que não deixa de ser verdade.

Em contrapartida, temos Lucy (Alison Brie) que não tem olhos para outra coisa, senão um relacionamento sério. Pode parecer cômico, mas sua meta de vida é encontrar a sua alma gêmea através de todas as ferramentas disponíveis no mundo - de aplicativos, à sites de encontros. Porém, o que era para ser uma busca saudável e prazerosa, torna-se algo frustrante e desgastante.  Também pudera, Lucy idealiza demais o seu homem perfeito. E infelizmente tudo aquilo que é exigente e muito idealizado, acaba empatando as ótimas oportunidades.



Enquanto Alice precisa se encontrar e Lucy se conscientizar, temos Meg (Leslie Mann) querendo controlar. Ela é a irmã de Alice que apesar de ser bem sucedida na carreira de médica, ela não está 100% satisfeita. Meg se priva de viver os bons momentos, por achá-los algo padronizado e imposto pela sociedade. Muitas das vezes ela não arrisca novas oportunidades, por sofrê-las por antecipação. Sendo assim, esta insegurança é transformada em argumentos para justificar que está agindo de forma correta – o que não é de se admirar, porque este perfil é muito comum na maioria das pessoas.

E finalizando os personagens com perfis peculiares, temos Robin (Rebel Wilson) que é totalmente o oposto de todas as três. Por mais que aparente ser uma festeira sem noção (que é), ela procura viver a vida intensamente, sem pular etapas e, o principal, se priorizando. Ou seja, ela segue a vida com o lema: “Se respeite que serás respeitado”. E assim vamos acompanhando a jornada destas quatros mulheres, na busca de como viver a vida da melhor maneira.




#Assuntos Abordados:

Durante esta jornada de autoconhecimento de Alice, Meg e Lucy, o público também tem a oportunidade de analisar os assuntos que são abordados na trama. Por mais que algumas situações pareçam simples, elas possuem uma mensagens valiosas e presentes em nosso cotidiano. Confira agora alguma delas abaixo:

1-Autoconhecimento é Preciso

Um dos benefícios do autoconhecimento, é a independência que ele te proporciona. A partir do momento que você tem ciência de seus gostos, desejos e necessidades, seu poder de escolha torna-se algo apurado. É justamente isso que Alice procura, ter autonomia em suas escolhas. E para isso, é necessário que ela adquira experiências, e entre em contato com diferentes ideias e filosofias de vida. A metáfora do zíper traseiro de seu vestido, representa a dependência e a necessidade de ampliar sua visão de mundo e descobrir novas estratégias para viver a vida, da melhor forma possível.



2-Auto-sabotagem: Uma Chaga da Humanidade

Acredite, até as pessoas bem sucedidas profissionalmente, sofrem do mal da auto-sabotagem. Além de bloquear sua visão de mundo, ela desenvolve conceitos limitantes sobre a vida. Um grande exemplo dessa auto-sabotagem é a de Meg, irmã de Alice. Ela acredita que controlar, ao invés de planejar, é a solução para viver em paz – o que é errado. Porque a partir do momento que você sofre por antecipação e usa justificativas para comprovar que está certa, você está se enganando e se bloqueando para os bons momentos. A metáfora da árvore de natal demonstra muito bem este perfil de Meg. Enquanto para alguns é um símbolo de diversão, para ela é um símbolo de perda – e você percebe que seu maior medo é se decepcionar.

Apesar destas limitações, Meg possui uma qualidade admirável, ela sabe analisar seus bloqueios e se esforça para superá-los. A cena de seu contato com o bebê é a comprovação de um de seus esforços.



3-Iludir e Idealizar, é só Começar


Atire a primeira pedra, quem nunca idealizou demais um relacionamento. Pelo visto, com o avanço tecnológico, essas idealizações ficaram cada vez mais intensas, e Lucy chega mostrando como uma busca saudável, pode virar uma obsessão. Por mais engraçado que seja, a cena da estatística de “Como Encontrar Seu Match”, mostra seu nível de preocupação. Outro ponto interessante, é a perda de sua identidade quando ela encontra com seus pretendentes - se arrumando conforme o perfil de seus encontros. Mas assim como Alice e Meg, Lucy também irá se autoconhecer, para encontrar um equilíbrio em sua vida.  



Como Ser Solteira não é apenas um filme que cumpre com seu papel, e sim como um manual de autoconhecimento. Assim como há personagens femininos, também temos as versões masculinas de cada uma delas. O uso de metáforas complementam a análise das camadas de cada um dos personagens. Além de garantir um bom entretenimento, ele serve como gatilho para uma auto avaliação do público.

Se você ainda não assistiu, assista e mergulhe nessa descoberta. Depois volte aqui e compartilhe sua experiência com o filme. Deixe seu comentário. Se você gostou deste artigo, compartilhe com seus amigos e ajude a aumentar sua lista de filmes icônicos que servem para você refletir e analisar.


Até o próximo post ;)



Ficha Técnica: 

Original: How to be Single
Direção: Christian Ditter
Produção: Drew Barrymore, Nancy Juvonnen,
Elenco: Dakota Johnson, Rebel Wilson, Leslie Mann, Alison Brie
País: EUA
Ano:2016


O Filme Levou:
04 medalhas #tas
(4/5 medalhas #tas)
Trailer

2 comentários:

  1. Gente. Esse filme é maravilhoso. Ate hoje não entendo porque não fui ver no cinema.

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    Respostas
    1. Com toda certeza Bennington Neto. Por isso que dizem para não pré-julgarmos nada. Por isso que esse filme merece ser divulgado

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