Nellie Bly | A Mulher que Inspirou Lanna Winters em AHS: Asylun | Blog #tas


Lanna Banana existiu, e contribuiu muito para o mundo do jornalismo. Conheça Nellie Bly, a verdadeira Lanna Winters.


Que Lana Winters foi destaque em AHS Asylun, ninguém tem dúvidas. Após vários sofrimentos, ela conseguiu dar uma reviravolta e se tornou a heroína da segunda temporada da produção de Ryan Murphy - viva Lanna Banana. Empolgações à parte, você sabia que este personagem foi inspirado em uma repórter de 1887? Ela não só foi internada em um manicômio sem ter problemas mentais, como foi uma figura bastante importante para o mundo do jornalismo e para empoderamento feminino.

Sendo assim, Nellie Bly pode entrar! #PartiuStalk

Lanna Winters - O Destaque em American Horror Story: Asylun

Todos aqueles que acompanharam American Horror Story: Asylun conhecem a história de Lana Winters (Sarah Paulson). Uma jornalista ambiciosa, frustrada pelas limitações de seu trabalho, que precisava de uma reportagem que decolasse sua carreira. Em uma tentativa de cobrir a história do suposto “Cara Sangreta”, Kit Walker (Evan Peters), Lanna entra clandestinamente no Instituto de Briarcliff. Ao se deparar com condições deploráveis e desumanas do local, Lanna é internada pela irmã Jude (Jessica Lange), para evitar que a história vaze. Vivendo ali as piores experiências de toda sua vida.

Poucos sabem, mas Lana Winters, a.k.a Lana Banana, foi inspirada em um repórter investigativa de 1887 chamada Nellie Bly. Apesar de sua história ser diferente da retratada no seriado, ela é um figura que contribuiu bastante para a história do jornalismo. Sendo assim, vamos conhecer um pouco da história desta mulher que deixou sua marca no mundo e contribuiu bastante para o mundo do jornalismo.

(Sarah Paulson | American Horror Story: Asylun)

Nellie Bly - Uma Mulher que fez História

Foi uma jornalista americana, pioneira nas reportagens investigativas. Seu nome de batismo era Elizabeth Jane Cochrane Seaman (1864-1922).

Sua carreira teve início depois de enviar uma carta para o editor do jornal Pittsburgh Dispatch, à coluna “sexiest”. Nellie criticou arduamente o artigo que considerava “aberrações”, todas as mulheres que trabalhavam. Nele afirmava que o verdadeiro lugar para as atividades femininas, eram em casa cuidando dos filhos e das tarefas domésticas. O seu manifesto chamou tanto a atenção do editor-chefe, que ele resolveu contratá-la para o cargo de repórter, e deu-lhe o pseudônimo de Nellie Bly - baseado em uma canção de Stephen Foster.

Bly escreveu várias reportagens investigativas à sessão feminina ao Pittsburgh Dispatch, porém nossa heroína queria mais. Então mudou-se para Nova York, onde conseguiu um trabalho em um jornal sensacionalista chamado New York World. E uma de suas primeiras atribuições, foi escrever uma reportagem investigativa sobre um manicômio na ilha de Blackwell - hoje Roosevelt. Ali ela precisou  fingir ser uma paciente com problemas mentais, e acompanhou durante dez dias as piores experiências que os pacientes sofriam naquele Instituto. Logo que saiu a história veio à tona e causou um enorme alvoroço. A denúncia não só desmascarou os maus tratos, como também estimulou a melhoria no cuidado à saúde do Instituto.

(Elisabeth Jane Cochrane Seaman ou Nellie Bly)

Em 1887 foi publicado o livro Ten Days in MadHouse (Dez Dias no Manicômio), uma reunião das reportagens que denunciaram o instituto Blackwell. Esta publicação foi o pontapé inicial para o desenvolvimento de programas de controle e supervisão dos asilos mentais. Sendo assim, Bly continuou com seu trabalho investigativo em casos semelhantes de tratamentos inadequados, como fábricas e prisões, assim como corrupções na legislatura estadual, entre outros.

Apesar de tudo, sua fama mundial veio em 1889, quando viajou ao redor do mundo para comprovar se realmente era possível, realizá-la em 80 dias. E para surpresa de todos, Nellie conseguiu concluí-la em 72 dias, 6 horas, 11 minutos e 14 segundos. Além de ser a primeira mulher a viajar ao redor do mundo, sem a companhia de um homem, Nellie tornou-se  um modelo importantíssimo para as mulheres da época.

(Livro publicado em 1887 | Manchete de 1889: A volta ao Mundo em 72 dias)

Aos 57 anos Elizabeth Cochrane, ou Nellie Bly, deixou de contar sua história. Em 27 de janeiro de 1922, nossa heroína faleceu vítima de pneumonia. E assim com uma trajetória carregada de conquistas, Bly não apenas se tornou uma personalidade histórica para o jornalismo, e sim um exemplo de que para escrever uma história marcante, basta ter ousadia - palmas para mais um mito que é um exemplo de vida para todos.

Antes de finalizar o post, não podia deixar de mencionar que foi lançado um filme em 2015 baseado em seu livro Ten Days In The Madhouse, e brevemente sairá a review sobre este filme. Enquanto isso, fique com o trailer.



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Até o próximo post ;)

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