Spectral (2016) | Review | Blog #tas


Spectral o Sci-Fi da Netflix com cara de video game. O que esperar dele?

O streaming mais famoso do mundo está investindo cada vez mais em produções independentes. Lançado no início do mês de dezembro, Spectral é um filme de ficção científica com características de grandes produções cinematográficas. A reunião de elementos sobrenaturais e o visual de Game Shooter (jogo de tiro) foram as estratégias utilizadas pelo diretor estreante, Nic Mathieu, para a identidade forte do filme.

Ambientada na Europa Oriental, A história tem como pano de fundo os conflitos civis provocados pela antiga ditadura local. Uma base dos EUA foi aberta na Moldávia para controlar os conflitos de rebeldes e evitar uma guerra civil. A partir daí, algumas questões no âmbito científico, passam a ser trabalhados dentro de sua narrativa, como o conflito de ideais em torno da produção de armas: produzir para defender, ou produzir para vender?  Um assunto não muito distante de nossa realidade. 




O filme



A história tem início quando um soldado é atacado por uma força sobrenatural que apenas é possível ser visualizado através de um dispositivo, chamado óculos hiperespectrais. O ataque ocasiona a morte através do congelamento dos órgão internos e queimaduras na pele. Esse fato inexplicável faz com que o exército busque auxílios científicos para poder desvendá-lo.


(Ataque das Anomalias Hiperespectrais)

O desenvolvedor dos óculos hiperespectrais, dr. Clyne (James Badge Dale), é enviado para uma base militar dos EUA em Moldávia, que além de ser o foco dos ataques inexplicáveis, estão ocorrendo constates conflitos de rebeldes contra a antiga ditadura russa. A atenção deve ser redobrada para evitar uma possível guerra civil.

Ao chegar, dr. Clyne é apresentado aos fatos intrigantes dos ataques sofridos por algo que chamam de Anomalia Hiperespectral. Também são apresentas duas teorias do caso em questão: a de que uma delas se tratava de algum tipo de camuflagem com tecnologia avançada, utilizada por soldados rebeldes; e a outra de que os espectros tratavam-se de um mito local chamado Aratare, supostos fantasmas da guerra que estavam vagando pela cidade.


(Cory Hardrict and James Badge Dale)

Devido as teorias não serem suficientes para desenvolver uma hipótese, dr. Clyne propõe ir ao local dos ataques com uma câmera hiperespectral de grande porte instalada num tanque de guerra, para uma avaliação mais detalhada Porém a missão falha, e muitos dos enviados são mortos pelo inimigo desconhecido. 


Durante a tentativa de fuga, os tanques são bombardeados após ultrapassarem uma área de campo minado. Os poucos sobreviventes arriscam  prosseguirem a pé e encontram abrigo num prédio abandonado. Os espectros são impedidos de avançarem devido uma enorme barreira de ferro em pó presente ao redor do local. O fato intrigante foi a evidência de que o prédio continha algumas das respostas para o combate das Anomalias Hiperespectrais.

Percepções

O filme utiliza fórmulas bastante conhecidas, e que estamos acostumados a ver, em filmes com a temática combate. A trama é interessate e o público consegue envolver -se nas cenas de ação. Outros pontos satisfatórios são: a fotografia, o cenário e o heroísmo sem ser extraordinário - bem próximo do real.


O roteiro possui algumas falhas relacionadas aos conceitos científicos, presentes na trama. É perceptível que o intuito da produção era esclarecer o público, mas não foram trabalhados de forma clara e  objetiva. Sem sombra de dúvida, um estudioso da área teria facilidade em entendê-los, mas um leigo (como eu) ficaria com cara de paisagem. Um exemplo deles é quando mencionam o Condensado de Bose-Einstein durante a análise do inimigo. A nomenclatura é dita, mas não é explicada. Cabendo ao público realizar futuras pesquisas para entender seu contexto.  Para saber mais sobre o assunto clique aqui.

(Combate principal)

Outra falha presente no filme é na batalha principal, um dos momentos mais esperados do filme, alguns elementos poderiam ser bem mais explorados. Confesso que a atuação do Rottweiler Mecânico que era uma peça fundamental para o combate, foi o momento que mais esperei, porém  ele apareceu muito rápido. Infelizmente nem tudo é perfeito.

Apesar destes deslizes Spectral não decepciona, principalmente pelo inimigo apresentado. Não é comum encontrarmos em outros filmes de ficção científica, combates entre o homem e espectros. Ponto positivo para o final que soube entregar, e trabalhar, uma resposta sobre a origem de tudo. Sendo assim, o filme vale pelo entretenimento e cumpre com o seu papel. Se ainda não assistiu, vale a pena conferir. Depois volte aqui e deixe seu comentário me contando sua experiência. 



Ficha Técnica:

Título Original: Spectral
Diretor: Nic Mathieu
Elenco: James Badge Dale, Emily Mortimer, Bruce Greenwood, entre outros.
País: EUA
Ano: 2016

O filme ganhou:

03 Medalhas #tas
(3/5 medalhas #tas)

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Até o próximo post ;)


Trailer:

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