A Babá (The Babysitter, 2017) | Review | Blog #tas

 A Babá (The Babysitter, 2017) | Review | Blog #tas


A Babá (The Babysitter, 2017) é o Slasher da Netflix feito para você rir e se divertir com seu Crush.


Pelo visto estamos em uma era em que o casamento entre o Slasher e a comédia será bem duradouro. Confesso que não condeno esta nova roupagem do gênero, até porque sabemos que o Slasher está bem batido, e poucos conseguem produzi-lo com maestria, e causar aquele bom e velho desconforto – premissa básica de um filme de terror. Então nada mais justo que a produção zoar com a narrativa, do que a narrativa ser zoada pelo público.

Vale ressaltar que a casadinha terror e comédia, não deve ser confundida com as paródias que estávamos acostumados a ver, como a saga Todo Mundo Em Pânico (Scary Movie, 1997) – como próprio nome já diz, a paródia faz um recap de forma mais que humorada, escrachada. Então fique atento a estas diferenças, para você não cometer erros e perder uma boa experiência.



E é dentro desta temática que temos A Babá (The Babysitter, 2017), um filme original da Netlfix, que traz uma narrativa cômica, cheia de referências oitentistas e pega carona no hype da sétima temporada de American Horror Story, que aborda os cultos nos EUA. Uma Sacada mais que inteligente, pegar dois elementos que estão em alta no universo pop: anos oitenta e culto.

Análises a parte, precisamos falar sobre o novo filme da Netflix. Então sem mais delongas #PartiuReview

#A História

Cole (Judah Lewis) é um garoto de 12 anos que sofre muito com bullying na escola. Ele tem uma grande admiração por sua Babá Bee (Samara Weaving), principalmente por ela enxergar suas qualidades e motivá-lo a se valorizar. Com a viagem seus pais, Cole e Bee iniciam um despretensioso e divertido fim de semana. Curioso em saber o que sua babá faz enquanto ele dormia, o garoto resolve espioná-la. Imaginando que iria encontrar sua Crush em meio de uma orgia, se surpreende ao descobrir que ela, e mais quatro adolescentes, fazem parte de um culto satânico.

Ao perceber que o garoto testemunhou o ritual sádico, Bee e seu grupo vão fazer de tudo para manterem o segredo e pôr um fim em Cole. O que ninguém esperava era que o garoto cuidaria de todos, à sua maneira. É com este jogo de perseguição, seguido de mortes bizarras, que A Babá irá infernizar sua vida.




#Impresões:

O filme deixa bem claro qual o seu objetivo, não ter sentido. É dentro desta perspectiva que a trama é desenvolvida e dividida em camadas. A paleta de cores é um dos elementos que reflete muito bem esta divisão entre: a relação divertida entre Cole e Bee (cores quentes e coloridas), e a presença do culto (bem sombrias) que é o foco principal filme.

O elenco em si está bem escalado e muito bem desenvolvido, dentro do que é proposto, principalmente os integrantes do culto de Bee. Temos personagens bastante caricatos dentro dos estereótipos que estamos acostumados a ver no universo teen: Alisson (Bella Thorne) a líder de torcida gostosa, Max (Robbie Amell) o sex simbol, Sonya (Hana Mae Lee) a gótica, John (Andrew Bachelor) o tagarela descontrolado.




Inclusive os diálogos mais engraçados são dos personagens de Bella Thorne e Andrew Bachelor, que utilizam insights muito presentes em nossa realidade como o uso do instagram, o culto ao corpo, entre outros. Não podemos esquecer da atriz principal Samara Weaving, que está entregando uma atuação bem convincente e satisfatória. O sorriso e olhar sádico, junto com sua carinha de anjo, foram muito bem construídos conforme a proposta do filme.

Outro ponto positivo, que não poderíamos deixar passar, são as referências que o filme faz aos sucessos dos anos oitenta no mundo dos Horror Movies, sejam eles visualmente ou presentes nos diálogos. Se você assistiu a todos esses filmes, vai identificá-los com facilidade, confira alguns deles:

-Alien – O 8° Passageiro (1979): o personagem Ripley e o ovo do Facehugger, são mencionados na brincadeira entre Cole e Bee, em formar um time intergaláctico;
-Sexta-Feira 13 (1980): durante a perseguição de Cole, Max faz o som do ataque do Jason.
-Amityville II – A Possessão (1982): A subida de Bee na escada com uma carabina, à procura de Cole, assim como a vizinhança não escutar os barulhos, gritos e tiros.
-O Predador (1987): mencionado por Cole, na formação de seu time intergaláctico.
-Halloween (1978): A fuga de Cole e sua corrida no meio da rua atrás de ajuda, muito semelhante ao de Jammie Lee Curtis.




A Babá é um filme que cumpre com seu papel, brincar com o gênero Slasher usando o humor negro como seu recheio. Ela possui a mesma pegada de Better Watch Out, perseguições e a corrida pela sobrevivência, sem a presença dos pais em casa. E falando em pais, um fator interessante é a mensagem quase imperceptível no filme, o autoconhecimento. Assim como Cole, descobrimos que a aparente fragilidade do garoto vêm de seus pais em construir essa imagem – dando entender que eles não aceitam que o filho está crescendo. Só que a partir do momento que ele enfrenta o culto, ele descobre que não existe mais nada a temer.

Sendo assim, assista o filme sem medo e com um bom balde de pipoca, se tiver o Crush na área, melhor ainda. Depois volte aqui, deixe seu comentário e me conte como foi sua experiência. Recomendo que assista legendado, porque as piadas perdem sua essência no dublado. Lembrando que o filme tem cena pós crédito ;)



Ficha Técnica:
Título Original: The Babysitter
Direção: McG
Elenco: Samara Weaving, judah Lewis, Hanna Mae Lee, Robbie Amell, Bella Thorne
País: EUA
Ano: 2017
Distribuidora: Netflix

O Filme Levou:
(3/5 medalhas #tas)

Trailer:



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Até o próximo post ;)

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