Slasher - 1 ª Temporada (2016) | Review | Blog #tas

Slasher - 1 ª Temporada (2016) | Review | Blog #tas capa

Slasher pode até perder pela atuação, mas te ganha pela trama inteligente.

A primeira temporada de Slasher (2016) é uma surpresa. Ao mesmo tempo que te entrega uma história com atuações fracas, ela te entrega um roteiro inteligente e bem fechado, e consegue envolvê-lo no clima tenso em descobrir a identidade do assassino. Com uma sequência de mortes bizarras, a série resgata o gênero Slasher que esteve em alta nos anos 80 e 90. E conforme os episódios vão avançando, você consegue identificar várias destas referências que eternizaram no cinema.



#Sinopse

Sarah Bennett (Katie McGrath) volta à cidade onde nasceu, em Waterbury, e vai morar na casa onde seus pais foram brutalmente assassinados, por um homem vestido de “Carrasco”, na noite de Halloween de 1988. O crime chocou a todos, principalmente pelo fato da polícia encontrar o criminoso ninando o bebê, após uma Cesária sádica que fez na vítima. O assassino Tom Winston (Patrick Garrow) está preso, e desde aquele ano não houve registro de crimes bárbaros da mesma proporção.

Porém com a chegada de Sarah, os assassinatos recomeçam. Determinada a desvendar o mistério, a jovem vai até o encontro de Tom Winston. Frente a frente com o homem que tirou a vida de seus pais, Sarah descobre que há alguém copiando seu estilo de assassinato, que é baseado nos sete pecados capitais. Segundo Tom, o “Carrasco” está limpando a cidade, aplicando os castigos da era medieval, a partir da condenação dos segredos do passado de suas vítimas.



Sarah é casada com o repórter Dylan (Brandon Jay McLaren) que, ao chegar em Waterbury, é contratado para trabalhar no jornal da cidade. Enxergando uma oportunidade de ficar famoso, o rapaz investiga clandestinamente os crimes, colocando em risco seu casamento. Conforme a trama vai avançado, acompanhamos uma sequência de mortes bizarras e descobrimos vários segredos, onde qualquer um é o suspeito.

#Pontos Positivos

A série resgata aquela pegada do Slasher que estávamos acostumados a ver em Pânico, Sexta-Feira 13 e Halloween. Inclusive nos minutos iniciais da Season Premiere, encontramos uma forte referência ao filme Halloween – A Noite do Terror (1978). Outro destaque desta temporada, é a citação de alguns assassinos reais e do cinema como: Charles Manson (líder de uma seita assassina), John Wayne Gacy (Palhaço Assassino), Norman Bates (Psicose, 1960), entre outros. Estes Seral Killers são usados como referências para analisar o perfil do “Carrasco”.


Sem sombra de dúvida, o "Carrasco" é o personagem que mais chama atenção aqui, não apenas pela sua caracterização desconfortante, mas pelo crimes baseados nos sete pecado capitais. De forma superficial, a série soube explicar de forma objetiva, os castigos medievais com seus respectivos pecados:

- A Ira: desmembrado vivo
-A Gula: forçado a comer ratos, sapos e cobras (veneno de rato)
-A Preguiça: jogado num poço de cobras
-A Luxúria: queimado em fogo ou enxofre
-A Avareza: imerso em caldeirão de óleo fervendo
-A Inveja: afogamento em água congelante
-O orgulho: quebrado na roda

Outro ponto alto da temporada, é a entrevista que Alison Sutherland (Mayko Nguyen), a responsável pelo jornal de Waterbury, realiza com o “Carrasco”. Por mais sem noção que seja, a cena consegue ser envolvente, ao trabalhar a tensão e a expectativa do público, com o cenário claustrofóbico e o movimento circular da câmera. Confesso que não seria corajoso e ousado suficiente, para conseguir um furo de reportagem.



#Impressões

Da mesma forma que o filme se destaca pela trama inteligente e prende sua atenção, a série também se destaca com seus deslizes. Não entrarei no mérito em comentar as atitudes absurdas que os personagens cometiam, até porque sem elas não teríamos Slasher. Porém não podíamos deixar de mencionar as atuações meia-boca que fizeram parte desta temporada. Não sei dizer até que ponto isso era proposital. Até porque se a proposta era resgatar o gênero, então a série cumpriu com o seu papel. E se paramos para analisar, filmes como Pânico, Sexta-Feira 13 e Halloween se tornaram ícones pela trama e o plot twist marcantes, e não pela interpretação. Não é verdade?

Antes de finalizar nossa review precisamos falar sobre Tom Winston. Confesso que no início achei seu perfil muito tranquilo e não correspondia ao perfil de um assassino brutal. Porém conforme o mistério vai sendo desvendado, você descobre que tudo é tudo proposital.



Slasher é uma série que se destaca pela trama envolvente e sem medo de mostrar violência, com uma história fechada e dentro da proposta de seu título. Ela segue os moldes de American Horror Story, ou seja, é uma série antológica – cada temporada uma história. A primeira temporada foi produzida pelo canal Chiller, porém a Netflix comprou os direitos autorais e tomou a frente da segunda temporada. O que é um boa notícia, porque potencial ela tem.

Se você ainda não assistiu, aproveite o Halloween para maratonar os oitos episódios. Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência com a série. Se você gostou deste post, compartilhe com seus amigos que são fãs do gênero Slasher, divulgue a série e aumente o debates sobre ela.

Até o próximo post ;)


Ficha Técnica:
Título Original: Slasher
Criado por: Aaron Martin
Elenco: Katie McGrath, Brando Jay McLaren, Steve Byers, Dean McDermott, Patrick Garrow
Episódios: 08
Canal de TV: Chiller
Pais: Canadá, EUA
Ano: 2016

A Série Levou:

(3/5 medalhas #tas)

Trailer:

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