Jogos Mortais - Jigsaw (Jigsaw, 2017) | Não Imagina o Prazer que é Estar de Volta | Blog #tas


Jigsaw (2017) está de volta com um novo jogo e com novas regras? Descubra agora.

Quando Jogos Mortais (Saw) foi lançando em 2004, conquistou crítica e público pela criatividade e ousadia em trabalhar um suspense de forma inteligente. Se você nunca viu um filme da franquia e achou insano meu comentário, explicarei melhor para não imaginar que seja um exagero de um fã. Mas atenção! Este post estará repleto de spoiler sobre o primeiro filme, para depois analisarmos o possível retorno em Jigsaw (2017) - o que esperar? Se você for um anti-spoiler, é melhor assití-los primeiro e depois volte para continuarmos a nossa conversa. Tudo bem?

Chega de delongas e vamos a nossa Review. Senta que lá vem história.



#Jogos Mortais (Saw, 2004): Onde Tudo Começou...

Tudo tem início quando John Kramer (Tobin Bell) descobre que está com um câncer em estado avançado. O diagnóstico transformou-se em revolta, quando ele descobre que um erro médico foi o a causa da situação irreversível em sua vida - inclusive guarde bem esta informação. Abalado com a notícia, ele enlouquece e provoca um acidente de carro como tentativa de suicídio, mas sobrevive. O fato fez com que John Kramer enxergasse um propósito insano, fazer com que as pessoas passem a valorizar suas vidas. Sendo assim, ele elaborou uma sequência de armadilhas torturantes, onde suas vítimas precisavam correr contra o tempo, se quisessem sobreviverem – daí o nome jogos mortais.

Eu estou doente por todas as pessoas que não apreciam a benção que receberam, doente por todos os que zombam do sofrimento dos outros. A maioria das pessoas são ingratas por estarem vivas! - John Kramer

Entendeu a criatividade da trama original? O propósito de John Kramer não era assassinar, mas fazer com que suas vítimas acabassem se matando. Outro fato curioso e que chama bastante atenção, é a escolha de suas vítimas que não eram de forma aleatórias, mas tinham uma certa ligação (direta ou indiretamente) com John Kramer. E dentro deste cenário de “a que se faz, se paga” na versão sádica, que despertavam-se questionamentos como:

-Do que você seria capaz para salvar sua vida?

-Você mataria alguém desconhecido por ser a única opção para sobreviver?

-Você seria capaz de sacrificar uma parte de seu corpo para escapar?

E foi com esta dinâmica  tensa, que Saw desenvolveu uma trama envolvente, em seus 115 minutos. Um detalhe que deixou todos boquiabertos, foi o fato do primeiro filme ter sido uma produção independente, com um orçamento baixíssimo e ter sido gravado em 18 dias - What? Isso  mesmo. Comprovou que critério e competência, são a chave de uma narrativa de sucesso.

Após esta breve análise do primeiro filme, agora sim, vamos para a review de Jigsaw. #Partiu.



#Jogos Mortais: Jigsaw (2017)

Sete anos depois do último filme, um novo jogo e novas vítimas (ou personas ingratas) são iniciados – dentro dos moldes da franquia. Um suspeito surge informando que o jogo começou, corpos são encontrados pela cidade, a polícia e a mídia ficam intrigadas... E como isso é possível? Uma vez que o autor dos crimes morreu há 10 anos, John Kramer (Tobin Bell) a.k.a Jigsaw. Desconfia-se que alguém está dando continuidade aos crimes. Mas quem? E assim inicia-se uma caçada para descobrir o quem está no comando. E como de praxe, a narrativa apresentada duas linhas temporais: as etapas do jogo e as investigações das autoridades.

Enquanto as vítimas vão morrendo, a polícia corre contra o tempo para descobrir a localização do cativeiro tortuoso. O comportamento suspeito de dois médicos legistas, que estão lindando com o caso, torna-os alvo das investigações. Trata-se de Logan Nelson (Matt Passmore) e Elenor Bonneville (Hannah Anderson), ambos são conhecedores aprofundados do perfil de Jigsaw. Além disso, os dois não possuem um álibi que colaborasse. E assim a narrativa vai sendo apresentada.


#Não Imaginam o Prazer que é Estar de Volta

A história apresenta uma premissa interessante. Desde início a produção deixa especificado que o ciclo das franquias anteriores foram finalizados e que uma nova estava sendo formada. O mais interessante é que um leigo, não encontrará dificuldades em entender a trama proposta, uma vez que a figura de John Kramer é apresentada de forma clara e objetiva. Lógico que a análise aprofundada de um fã de Jogos Mortais, identificará outros elementos e fará comparações – que não serão poucas.

Outro ponto positivo é o ateliê em que Eleonor Bonneville que guarda todas as armadilhas de Jigsaw. Além desta cena ter sido um Fan Service genial, serviu como um gatilho mental dos filmes anteriores. Percebemos aqui que o objetivo não é desconstruir o que já foi criado, e sim dar continuidade a partir do ponto onde parou. Isso fica comprovado quando citam a existência de seguidores e admiradores de Jigsaw na DeepWeb, e que há uma réplica de uma armadilha que nunca foi finalizada por John Kramer - pelo menos teoricamente.  Temos aqui evidências de uma suposta pretensão de uma nova franquia.


Outro ponto positivo é o resgate do diagnóstico do câncer de John Kramer. Quando pensamos que tudo já tinha sido esclarecido, eis que surge uma novidade. Lembra da informação do erro médico que pedi para você guardar? Pois então, descobrimos que trocaram o raio-x de John Kramer com a de um paciente saudável -   o que motivou a identificação tardia de sua doença. Não precisa nem dizer que esta pessoa participou dos Jogos Mortais, né?

Não podíamos deixar de mencionar o Plot Twist presente na trama. Questionamentos como "será que Jigsaw está vivo e continua  praticando seu Jogo Insano? Será que existe um sobrevivente de seu legado? Que a verdade seja dita, a revelação sobre tudo que realmente está acontecendo é digna de um “What?”, não é mesmo?


#Algo de Errado, Não Está Certo?

Apesar de uma premissa e artifícios interessantes, tivemos escorregadas dolorosas, que não podíam deixar de serem analisadas. A primeira delas foi a forma rápida em que foram apresentados os fatos. Além disso percebemos que a dinâmica do suspense estava muito técnica e com passos milimetricamente contados. Alguns dos principais problemas apresentados e seus respectivos desfechos, eram executados de forma mecânica, dispensando aquela tradicional manipulação de expectativas -  essenciais em uma história de suspense. Talvez isto cause um certo incômodo àqueles que prezam pela sincronia perfeita. Diferente daqueles que preferem analisar uma história e captarem sua essência e crivarem fatos e mensagens relevantes.

Diante disso, Jogos Mortais: Jigsaw (2017) exerceu o papel de Fan Service e revival ao mesmo.tempo. Não há como negar que a premissa é interessante e que possui  uma história fechada, mas ela se consagraria se fôsse melhor executada. Eu como fã da saga e que acompanhou todos os filmes, não pensei duas vezes em assistir Jigsaw no cinema. Apesar do propósito inicial ter sido desviado no terceiro filme, fã que é fã comparece ao rolê atento aos detalhes – e crivando o que vale a pena. Tudo indica que haverá continuações, se isso for verdade torço que sejam feito os devidos ajustes e se joguem na criatividade. Você concorda?


Sendo assim, como foi sua experiência ao assistí-lo? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas impressões. Se você gostou deste post compartilhe com seus amigos e aumente a discussão sobre esse universo de Jogos Mortais. Lembre-se “Que comecem os jogos!”

Até o próximo post ;)



Ficha Técnica:
Título Original: Jigsaw
Direção: Michael Spierg e Peter Spierg
Elenco: Tobin Bell, Callun Keith Rennie, Matt Passmore, Hannah Anderson, Laura Vandervoot, Mandela Van Peebles, Josiah Black, Shaquan Lewis, Clé Bennett, Paul Braustein, entre outros.
País: EUA
Ano: 2017
O Filme Levou:

(3/5 medalhas #tas)


Trailer:



Extras:

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